Todos os alunos do 1º ciclo do distrito de Portalegre tiveram oportunidade de participar em atividades escolhidas pelo agrupamento da sua escola:

brigada da cantina

A importância do consumo de legumes e vegetais nas suas mais variadas formas está bastante descrita na literatura, sendo essencial para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças.

Com uma elevada quantidade de vitaminas, minerais, fibra e água, são indispensáveis a uma alimentação saudável e equilibrada, e podem ser consumidos sob a forma de acompanhamento do prato principal, em salada ou na sopa.

Ao ingerir legumes e vegetais na forma de sopa, podemos incluir a totalidade do alimento, usando, por exemplo, os talos dos vegetais, e combatendo assim o desperdício alimentar. Por outro lado, também se evita a perda de algumas vitaminas e minerais na água de cozedura.

Descrição: A atividade consiste em nomear uma “Brigada” que será constituída pelos alunos de uma turma selecionada. Esta “Brigada” irá:

  • sensibilizar os alunos no refeitório para a marcação das refeições;
  • incentivar o consumo da sopa, dos vegetais e legume;
  • tirar fotos aos pratos;
  • pesar o desperdício alimentar;
  • responder a um pequeno inquérito, no final.
  • Idealmente, esta atividade deverá ser realizada pelo menos 3 vezes ao longo do ano letivo, de forma a ser possível tirar conclusões quanto ao efeito da ação de sensibilização.

Objectivos: Esta atividade tem como objectivos a sensibilização para a importância do consumo de sopa, vegetais e legumes, contribuindo ao mesmo tempo para a redução do desperdício alimentar associado às refeições na cantina da escola.

Marmitas felizes

Para se conseguirem fazer marmitas saudáveis, deve ter-se em conta não só a qualidade, como também a variedade e frescura dos ingredientes que são colocados na marmita, optando sempre por alimentos integrais e naturais.

Para isso, é importante seguirmos as sugestões da roda dos alimentos, tendo sempre em consideração a resistência (em termos de conservação) dos ingredientes utilizados.

Assim, a marmita deve ser composta por uma refeição colorida, onde não faltem legumes e vegetais, uma fonte de hidratos de carbono e uma proteína.

Fazer marmitas saudáveis para as crianças é uma forma de fomentar rotinas alimentares equilibradas desde a infância. Um bom exemplo são os lanches escolares que devem ser, maioritariamente, compostos por fruta, cereais e uma fonte láctea, por exemplo.

Descrição:

A atividade desenvolve-se nos seguintes passos:

  • Breve apresentação da “Roda dos Alimentos” em sala de aula, pela nutricionista. Serão reforçados os princípios da “Roda dos Alimentos” e de uma alimentação saudável e equilibrada;
  • De seguida será construída, com a participação ativa dos alunos, uma lista de “Alimentos Permitidos” na elaboração de marmitas (para lanches, merendas, piqueniques e outro tipo de refeições que seja necessário transportar);
  • No final, serão esclarecidas eventuais dúvidas e transmitida a importância de a lista de “Alimentos Permitidos” chegar aos familiares.

Objectivos: A sessão tem como objetivos a interiorização do conceito da “Roda dos Alimentos”, ajudando também as crianças e famílias numa melhor escolha alimentar quando é necessário recorrer a marmitas, particularmente nos lanches diários.

Conheces o teu alimento preferido?

Sabe-se que a publicidade alimentar, especialmente a infantil, é de grande influência no momento da escolha dos alimentos. Dessa forma, a educação alimentar e nutricional é uma grande aliada na promoção da saúde infantil, pelo que a rotulagem é uma ferramenta fundamental no acesso à informação sobre os géneros alimentícios, permitindo realizar escolhas mais conscientes e informadas e efetuar uma utilização mais segura e adequada dos mesmos

Descrição: Sugerem-se 2 atividades:

  • As crianças irão trazer de casa o seu alimento preferido e, em conjunto com a nutricionista, irão analisar os rótulos (se for o caso) e falar sobre os elementos que compõem os alimentos escolhidos, fazendo naturalmente a ligação com as questões relacionadas com a saúde. Os alimentos ficam ao critério das crianças, não precisando de ser, necessariamente, saudáveis.
  • Outra sugestão de atividade será fazer a apresentação de um mesmo produto de 2 maneiras:
    • saudável, representado por produtos em natureza (por exemplo, a laranja);
    • menos saudável, representado por produtos processados (por exemplo, o sumo de laranja concentrado).

Objetivo: Esta atividade tem como objetivo despertar o sentido crítico das crianças para a composição dos alimentos que escolhem através da leitura dos rótulos, alertando-as para o facto de que muitos alimentos saudáveis podem ser saborosos e tornarem-se, também eles, em alimentos preferidos

Cozinhar com as crianças

A participação ativa numa tarefa que a criança encara como sendo do adulto, confere-lhe confiança, sentido de responsabilidade e autonomia. Ao mesmo tempo, pode ser um estímulo para criar hábitos de alimentação saudável e apreciar novos alimentos. Adaptando o desafio à idade das crianças em questão, podem ser vários os contributos dos mais pequenos na ajuda da preparação de uma refeição. Por exemplo: lavar frutas e legumes; recolher os ingredientes necessários; mexer preparados; colocar ingredientes num recipiente; cortar alimentos com utensílios específicos para crianças (sempre com supervisão). Estas são algumas das tarefas em que os mais novos poderão pôr a “mão na massa”.

Se a criança for maior, põe em prática conceitos aprendidos na escola, como a leitura, matemática (unidades de medida, frações, multiplicações ou divisões se a receita precisa ser duplicada ou reduzida, por exemplo) e ciências (muitas receitas frequentemente envolvem noções de química e física).

Descrição: A atividade consiste num momento de cozinha com as crianças. Sempre que possível, recomenda-se que os produtos sejam fornecidos pela horta da escola ou por um produtor local. As receitas deverão incluir temas como o combate ao desperdício alimentar, a Dieta Mediterrânica, a cozinha em família e a sazonalidade dos produtos. O projeto apoia a realização do evento, bem como a escolha das receitas mais indicadas de acordo com a época do ano e os temas que se pretendem abranger.

Objectivos: A atividade tem como objetivo a sensibilização das crianças para a importância de uma alimentação saudável e sustentável, para além da promoção do gosto pela cozinha, envolvendo-as mais na preparação das suas refeições.

Visita a um produtor local

Nos últimos anos, a Dieta Mediterrânica tem vindo a ser considerada como uma das dietas mais saudáveis, recomendando a escolha de alimentos sazonais, frescos e pouco ou nada processados. De facto, os alimentos produzidos na sua época são mais frescos, mais ricos em sabor e mais nutritivos, precisamente porque amadurecem na planta ou árvore, respeitando o momento ideal de colheita.

No entanto, o conhecimento generalizado das actividades agrícolas que existiam há cerca de 40 anos em Portugal tem vindo a desaparecer fruto da diminuição da ruralidade, mesmo nas zonas do interior do País. Assim, as crianças em geral e as suas famílias desconhecem a forma de produção da maioria dos alimentos e a sua sazonalidade, bem como as práticas agrícolas associadas. Existindo um número considerável de produtores locais em vários concelhos do distrito de Portalegre, eles são essenciais não só para a economia local, mas também para a preservação da cultura e das tradições associadas à agricultura e produção de alimentos. Desta forma, a visita das crianças e interação com estes produtores irá promover a sua curiosidade e atenção sobre as produções agrícolas da sua região, a proveniência e sazonalidade dos alimentos.

Descrição: Visita a um produtor local. Se possível, as crianças terão um contacto direto com as atividades agrícolas como por exemplo, a apanha de maçã, pêra, cereja, azeitona, produção de mel, de azeite, etc. O local e a data serão definidos de acordo com a disponibilidade da escola e dos produtores próximos de cada um dos Agrupamentos. O projeto disponibiliza, além da participação da nutricionista na visita ao produtor, apoio no contacto com os produtores e na organização da logística da visita.

Objectivos:  A atividade tem como objetivo dar a conhecer a componente agrícola associada à produção de alimentos e aproximar as crianças da agricultura. Pretende ainda sensibilizar para a importância da escolha dos alimentos respeitando a sua sazonalidade e a produção local, aproximando os consumidores dos produtores.

Festival da Sopas

Existem inúmeras razões para consumir sopa, entre as quais podemos destacar:

  • Significativa quantidade de nutrientes (vitaminas, minerais);
  • Existência de substâncias protetoras do nosso organismo que nunca chegariam a ser absorvidas de outra forma;
  • Digestão fácil;
  • Boa fonte de hidratação;
  • Se tomada no início de uma refeição, aumenta a produção biliar e reduz os teores de colesterol, promovendo também a libertação gradual de insulina;
  • Em função dos ingredientes com que é confecionada, pode ser mais ou menos calórica, mais ou menos hidratante, ter mais ou menos sal, ter mais ou menos fibra – tornando-a no alimento ideal para qualquer idade e para qualquer estado de saúde;
  • É de confeção económica, relativamente rápida e pode ser preparada antecipadamente;

Descrição: Esta atividade tem vários objectivos:

  • Promover o consumo de sopa;
  • Integrar os familiares nas actividades escolares;
  • Integrar as crianças na preparação das sopas (sempre que possível).

Sugere-se que as sopas incluam todas as partes dos vegetais, de forma a dar o exemplo de como contribuir para a redução do desperdício alimentar.

Horta | Canteiros

A FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) aconselha a quem quer iniciar uma horta na escola e “cultivar alimentos para comer melhor”:

  • Escolher variedades de culturas resistentes que precisam de pouco tempo ou conhecimento para serem cultivadas;
  • Escolher sempre que possíveis variedades autóctones, locais e/ou tradicionais;
  • Escolher as culturas em função das necessidades nutricionais das crianças;
  • Iniciar o cultivo de alguns alimentos ricos em micronutrientes, tais como alguns vegetais folhosos (fonte mais barata de vitamina A), frutas fáceis de cultivar na horta (morangos, e outros pequenos frutos), e sementes (por exemplo, girassol);
  • Envolver crianças.

Descrição:

As crianças deverão ter um papel ativo no desenho da horta e/ou preparação dos canteiros, seguindo todos os passos necessários:

  • Aplicar o substrato adequado, e semear/plantar de seguida;
  • Registar as datas em que são feitas as sementeiras/plantações, recomendando-se o acompanhamento da evolução da horta/canteiros ao longo do tempo;
  • Colher os produtos, sugerindo-se que seja analisada a sua forma e cheiro;
  • Os produtos serão utilizados nos pratos cozinhados na cantina, numa aula de cozinha ou, tal não sendo possível, num lanche mais simples.

O projeto tem disponibilidade para fornecer as sementes, caso seja necessário.

Objectivos: A atividade tem como principal objetivo permitir às crianças perceberem de onde vêm alguns dos alimentos do seu quotidiano, o seu processo produtivo, e ainda a sua sazonalidade. Adicionalmente, pretende-se também a sua sensibilização para um maior consumo de vegetais e de alimentos não transformados e para a importância da agricultura em geral na produção dos alimentos.

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